domingo, 19 de setembro de 2010

INTERNET É LUGAR DE AUTORIA OU PLÁGIO

Se a questão em debate é autoria ou plágio, então comecemos refletindo sobre a web 2.0. O que é a web 2.0? O termo é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web, uma tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. Muitos consideram toda esta interatividade uma jogada de markenting. Será? Deixando de lado a polêmica, constatamos que o número de sites e serviços que exploram esta tendência ganha força e cada vez mais adeptos a favor da “inteligência coletiva”. E na inteligência coletiva quem é o autor? Na internet a autoria nem sempre é individual, é coletiva, e esta coletividade favorece além da descoberta, o plágio. Mas entendo também que seria engano afirmar que o este é conseqüência desta construção coletiva ou do avanço tecnológico e ou da informática, pois recordando os tempos escolares e acadêmicos, tempo em que a internet ainda não era a onda do momento, tínhamos os livros, as enciclopédias de referência como a famosa Barsa, era um luxo tê-la para consultas e ou cópias. Hoje em dia o que se faz é pelo control + C e control + V por parte daqueles que não se importam com a ética e com os direitos autorais.
Diante de tal constatação pensemos no papel do professor junto aos seus alunos. Segundo DEMO o papel do professor precisa ainda incluir a habilidade de fazer das tecnologias meios de aprendizagem, não fim em si mesmas. Entre tantos desafios está o de educar o estudante para pesquisar e elaborar na internet, não plagiar...Produzir conhecimento com autonomia e o grande mote, porque este de autoria condensa, em grande medida, as habilidades do século XXI (KUUIPER;VOLMAN,2008)50.
O que fazer com o conteúdo pesquisado e principalmente como pesquisar. Evitar o plágio será uma cultura a ser disseminada, evitá-lo não por medo de punição, mas por uma questão ética. O desafio é buscar uma cultura de respeito a autoria e pela valorização da criticidade. Assim para resolvermos o desafio do professor de como ensinar eticamente os alunos a serem autores, devemos pensar na oportunidade de o professor ser autor diante das novas tecnologias . Alfabetizar o professor para a “fluência tecnológica” é urgência, pois a questão é alunos “nativos digitais” versus professores em sua maioria “imigrantes tecnológicos”. Acreditamos que resolvendo o problema do professor, resolveremos o problema dos alunos pois essa é uma dinâmica inevitável, o professor é o ator principal que ensina e aprende, é segundo DEMO o protagonista das novas habilidades do século XXI e a melhor tecnologia que o aluno pode encontrar na escola.

Márcia Antônia Alves

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